COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR


DEFINIÇÕES 

GRUPOS DE REFERÊNCIA 

compreendem todos os grupos que têm influência direta 

(face-a-face/GRUPOS DE AFINIDADE)

 ou indireta sobre as atitudes ou comportamento da pessoa. 

 ESTILO DE VIDA 

padrão de vida expresso em atividades, interesses e opiniões.

 Retrata a “pessoa por inteiro” interagindo com seu ambiente. 

 PERSONALIDADE 

 conjunto de características psicológicas distintas de uma pessoa que levam a respostas conscientes e duradouras em seu ambiente. 

 PERCEPÇÃO 

processo pelo qual uma pessoa seleciona,  

PERSONALIDADE

organiza e interpreta as informações para criar um quadro significativo do mundo. 

 APRENDIZAGEM 

envolve as mudanças no comportamento de um indivíduo decorrentes da experiência. 

 ATITUDE

resistência de uma pessoa às avaliações favoráveis e desfavoráveis, aos sentimentos emocionais e às tendências de ação em relação a algum objeto ou idéia. 

Interpretação de Métricas no marketing digital


 INTERPRETAÇÃO DE MÉTRICAS NO MARKETING DIGITAL

 O Sistema de Informações de Marketing (SIM) é constituído de pessoas, ferramentas e processos que reúnem, selecionam, avaliam e distribuem informações necessárias para tomadas de decisões.

 A análise e interpretação dos dados é que farão com que o SIM da empresa seja realmente relevante. 

A pesquisa é utilizada para identificar e definir oportunidades, ameaças, pontos fracos e fortes e avaliar as atividades da empresa pesquisada. 

O processo de pesquisa em marketing e em comunicação consiste, basicamente, em quatro etapas: 

definição do problema e dos objetivos da pesquisa - a definição do problema é algo que demanda tempo e atenção, uma vez que para se chegar a ela é preciso se analisar o cenário em que o seu tema de pesquisa se insere. 

É importante observar que o problema é sempre uma pergunta que, em tese, deve ser respondida com os resultados da pesquisa que será realizada. O problema é, portanto, o que você deseja saber. 

Uma vez definido o objeto de investigação devem-se definir os objetivos de pesquisa. 

Os objetivos podem ser geral e/ou específicos e devem indicar onde o pesquisador deseja chegar, com a sua execução; b) desenvolvimento do plano de pesquisa 

- planejar é prever as ações que devem ser realizadas antecipadamente.

 Um bom plano é o que vai permitir o atingimento dos objetivos e, consequentemente, a se chegar aos resultados esperados; c) execução do plano de pesquisa 

- essa é a etapa em que se cai colocar em prática o que se planejou; d) interpretação das métricas - etapa de monitoramente, mensuração, avaliação e controle.

 Etapa que considero mais importante e a que tratarei de forma mais específica nesse capítulo. 

Quando determinamos uma ou mais palavras, ou ainda, a combinação de palavras-chave que se pretende monitorar, além do que medir, deve-se perguntar onde medir e como medir, ou seja, definir uma metodologia para o monitoramento. 

 Também é muito importante se ter clareza dos objetivos da pesquisa, por parte do cliente, da agência ou instituto de pesquisa e profissionais capacitados para interpretar os dados. 87 Quando se associa marketing com métricas tem-se em vista a análise de mercados, campanhas publicitárias ou análise de marcas. 

Em um processo de análise pode-se monitorar: 

a) uma marca isoladamente investigando como uma determinada marca está sendo tratada pelos consumidores de modo amplo, sem delimitações de segmentos de mercado; 

b)concorrentes desta marca verificando como as marcas concorrentes estão sendo observadas pelos consumidores, seus elementos de sucesso e de fracasso, com vistas ao aprendizado com as experiências da concorrência; 

c) um segmento de mercado inferindo as características de um determinado seguimento, para conhecê-lo melhor e prever ações de marketing adequadas; 

d) preços pesquisando os valores monetários praticados no mercado para um determinado produto ou serviço, a fim de escolher a melhor estratégia de precificação; 

e) produtos verificando características que são mais desejáveis para determinado produto, com a intenção de se apresentar um produto cada vez mais integrado às demandas do mercado; 

f) pontos de venda investigando os locais em que os produtos possuem mais demanda, para qualificar o processo logístico e de distribuição; 

g) palavras-chave buscando palavras que estejam diretamente ligadas a marca ou aos diferentes sentimentos em relação a uma marca em macro ou micro-regiões. 

Os sentimentos em relação a uma marca normalmente são classificados como positivos, negativos ou neutros. 

O que é muito pouco, pois, a associação de marketing digital com métricas merece uma análise muito mais profunda. 

Pode-se analisar: 

a) taxa de rejeição de um site - o percentual de visitantes que deixaram o site na primeira página; 

b) tempo de navegação o tempo que o visitante passou dentro do site; 

c) conversões em vendas relação entre o número de visitantes e o volume de vendas obtido; 

d) geração de tráfego de onde chegam os visitantes do site; 

e) número de impressões de um anúncio quantidade de vezes que um anúncio (banner, flayer, etc.) foi visualizado pelos visitantes; 

f) CTR's relação entre o número de impressões e o número de cliques num anúncio; 

g) número de visitantes únicos em um site quantidade real de visitantes que acessou o site. Um mesmo visitante pode acessar um determinado site várias vezes e todas elas são contabilizadas. 

Em geral, os sistemas verificam a unicidade do visitante pelo seu número IP; 

h) monitoramento de menções e comentários em mídias sociais análise mais complexa, 89 porque sai do campo meramente quantitativo e envolve questões de ordem qualitativas. 

Pois tão importante quanto saber quantas vezes o objeto de monitoramento foi mencionado ou comentado, é saber o conteúdo do que se veiculou sobre ele; 

i) dentre outras possibilidades. O universo da web é o melhor formato de mídia para aqueles que desejam ter uma real percepção de resultados sobre investimentos, reputação, repercussão e engajamentos. 

E, as vantagens do uso de metodologias de pesquisa na web seriam: a ausência de barreiras geográficas, a redução de custos, os resultados mais rápidos, e o fato dos pseudo-entrevistados ficarem mais abertos e serem mais sinceros. 

Uma outra grande vantagem é que ao final de uma pesquisa temos dados e estatísticas, pois, em geral, o próprio sistema que coleta os dados já geram as estatísticas sobre eles, inclusive, com gráficos complexos e comparativos entre categorias de análises realizadas na pesquisa. 

Os profissionais mais reconhecidos são aqueles que compreendem o que está entregando ao cliente e o impacto que os dados estatísticos geram para os negócios da empresa. 

Os dados estatísticos e indicadores em marketing digital não têm o mesmo valor e merecem uma análise mais apurada. 

Para exemplificar como se faz importante uma análise detalhada, vou relacionar vários indicadores. 

Certamente, cada um deles possui valores agregados ligados a heart-share e engajamento diferentes. O ROE

 retorno sobre o engajamento - é um critério que necessita ser mais bem avaliado quando se entrega um relatório métrico de ações de marketing digital a um cliente. 

Além de dar pesos diferentes, uma vez que cada indicador tem sua importância, considero importante observar que cada indicador possui diferentes audiências. 

Este é outro detalhe ainda mais complexo: 

saber e classificar quem foi o usuário monitorado, pois, certamente, um usuário com alto poder de formar opinião, gerador de conteúdo e com várias conexões tem mais força de influência que um usuário comum. 

O capital social 



- reputação - que cada usuário possui em uma rede social é diferente, desta forma a confiança que cada usuário transmite ao formar conteúdo em um comentário ou retransmitir uma mensagem tem pesos diferentes. 

Voltando a questão do peso de cada indicador, fiz uma pequena lista de critérios que devem ser analisados de forma única em uma interpretação de métricas em marketing digital: - assinatura do usuário em um RSS de um blog; 

- adesão do usuário à um aplicativo patrocinado para Smartphone; - adesão do usuário à um aplicativo patrocinado para o Facebook/ instagram; - Opt-in do usuário para receber e-mail marketing; 

- participação do usuário em uma enquete, votação ou pesquisa no site; - impressão de anúncio e visualização do usuário no formato de banner; 

- clique do usuário em um anúncio no formato de banner em portais de conteúdo; - visualização do usuário de Pop-up em sites;

 - clique do usuário em um link na busca natural ou orgânica do Google; 

- clique do usuário em um anúncio de link patrocinado no Google; 91 

- clique do usuário em um anúncio de link patrocinado na rede de conteúdo do Google;

 - visualização do usuário de um vídeo positivo no Youtube; - comentário do usuário em um vídeo no Youtube;

 - hashtag ou menção positiva de marca no Trending Topics do Twitter; 

- reply no Twitter; - direct message no Twitter;

 - retweet no Twitter; - impressão de anúncio em comunicador instantâneo - MSN Messenger; - visualização de apresentação no SlideShare; 

- comentário do usuário em uma foto no Flickr, Twitpic, Facebook;

 - check-in do usuário em um aplicativo/ mídia social de geolocalização (FourSquare) - pergunta do usuário no Formspring; 

- número de inscrições (curtir) em uma página do Facebook; 

- comentário do usuário no site/blog/e-commerce;

 - taxa de crescimento dos fãs, seguidores e amigos; 

- favoritos;

 - a demografia da audiência alcançada por meio da mídia social; 

- análise de navegabilidade e usabilidade do site; 

- qualidade do SEO do site; - aumento do tráfego do site; 

- backlinks criado para o site de outros sites. 

Esses são alguns dos vários indicadores de marketing digital, os quais podem ser interpretados de várias maneiras. Dependendo de como defini-los, algumas dessas métricas podem parecer 92 redundantes, enquanto outros podem parecer tão amplos que podem ser desmembradas em várias outras ou correlacionadas.

 Muitos indicadores podem ser combinados entre si para criar novas métricas que podem ser controladas ao longo do tempo. 

É um começo de uma análise complexa e muito mais ampla do que apenas entregar números e estatísticas.

 Atentar para o consumer generated media a mídia gerada pelo consumidor e sobre como as empresas devem usar estratégias de marketing de relacionamento com esse consumidor são análises que devem estar presentes em um relatório de métricas de comunicação e marketing digital. 

A eficácia do marketing digital não pode ser avaliada por meio de simples medidas financeiras, tais como retorno sobre o investimento. 

Cabe aos desenvolvedores de ferramentas de monitoramento, CRM, SocialCRM e empresas que trabalham com inteligência de marketing chegarem a um patamar cada dia mais elevado e inovador na análise e interpretação de dados e indicadores. 

No caso de se medir o desempenho de uma campanha publicitária no espaço digital, como com a mídia offline, uma parte vital do processo envolve a definição desde o início que os resultados de uma campanha deve atingir. 

Quando se trata de medir o desempenho da publicidade para esses resultados, os meios digitais oferecem um grau de discernimento e de acompanhamento que nenhum outro canal pode igualar. 

93 No caso de uma análise de ROI é importante lembrar que quando o marketing é focado em canais digitais não é necessariamente mais barato, o tempo e investimento necessário, por exemplo, para investir em uma campanha em mídias digitais ou de mídia social pode, por vezes não corresponder aos custos dos meios tradicionais. 

A principal diferença é que as campanhas serão mais direcionados e, portanto, mais eficazes, de modo que os gastos têm maior chance de conversões, ganho de market share e share of heart. 

A capacidade de lidar com a complexidade certamente levará a uma vantagem competitiva e mais que isso, a coragem de tomar de tomar decisões quando as métricas mostram que o desempenho não está de acordo com as metas levará a grandes líderes.

Mensuração em mídias sociais


QUATRO ÂMBITOS DE MÉTRICAS
  

Medir é algo tão velho quanto o ser humano, que ao longo de muitos anos buscou atribuir valores a diferentes dimensões como forma de organizar suas práticas cotidianas (Ex. distâncias, pesos, alturas etc.).
 Na história da comunicação organizacional, a preocupação com medidas tem estado cada vez mais crescente.
 Na literatura de Administração e Marketing, por exemplo, frequentemente são mencionadas frases clássicas sobre a importância da mensuração, principalmente àquela que possa trabalhar com números objetivos. 
Arazão para o aumento de tais discussões é simples: em um mundo (o ocidental, pelo menos) cada vez mais globalizado e competitivo, aumenta a pressão por processos decisórios baseados em análises detalhadas de possibilidades de ganhos e perdas. Com a ascensão das mídias sociais, que ganham a atenção das organizações como uma forma diferenciada de estabelecer relacionamentos com seus públicos de interesse, rapidamente as discussões sobre mensuração ganham um novo entorno.
 Afinal, a comunicação em mídias sociais contribui para que as organizações alcancem seus objetivos estratégicos? 
Como mensurar as ações realizadas nesse ambiente?
 As métricas tradicionais, aplicadas a meios como televisão e rádio, ajudam a compreender esse novo cenário? 
Buscando contribuir para responder questões como essas, o presente capítulo se debruçará brevemente sobre o processo de mensuração realizado nas organizações, destacando, a partir do conhecimento sobre a web 2.0, as potencialidades e limitações encontradas para mensurar ações nas mídias sociais.

 121 AMENSURAÇÃO NA COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL 
Para que serve a mensuração na comunicação organizacional? 
 apresenta cinco grandes objetivos para a mensuração e avaliação na comunicação. 
São eles:
 justificar o orçamento; investimento; obter a prova do retorno sobre o investimento; ver reconhecido e valorizado o trabalho realizado; otimizar a estratégia e suas ações de comunicação; apoiar a tomada de decisão e a avaliação de riscos.
 Como a autora aponta, são objetivos que se referem à valorização do profissional e aos objetivos do trabalho realizado. 
 Apesar dos benefícios apontados, a mensuração nas organizações costuma ser evitada por muitos profissionais devido a uma série de razões, como a ausência ou desconhecimento de/sobre: 
(a) Ferramentas adequadas; 
(b) Método de trabalho; 
(c) Dados a serem avaliados conjuntamente; 
(d) Tempo para a realização das tarefas; 
(e) Segurança sobre os resultados do próprio trabalho . 

Os motivos apontados ilustram, em geral, uma lacuna sobre o conhecimento prático da mensuração, que será brevemente descrito a seguir, com o intuito de estabelecer os pilares que serão aplicados à comunicação digital, com ênfase nas mídias sociais.
 Apartir da definição de mensuração do matemático Karol Berka, o engenheiro John M. Henshaw (2006) explica que três elementos estão envolvidos no processo: 
o objeto da mensuração (o que é medido), o resultado (dados resultantes da mensuração), e operações empíricas de mediação (modo pelo qual os dados brutos são associados à realidade e aplicados). 
Douglas Hubbard (2010), ao criticar a noção de intangibilidade, diz que “não importa o quão 'vaga' é a medição, é ainda 1 122 assim uma medição, e permite saber mais do que antes. 
E as coisas que são vistas como nãomensuráveis na verdade são, quase sempre, mensuráveis por métodos relativamente simples”. 
Partindo das considerações de Hubbard, que derruba o mito de que nem sempre mensurar é um processo que traz resultados válidos, é preciso lançar um olhar para as etapas que guiam o trabalho dos profissionais que trabalham com mensuração. 
Longe de querer engessar métodos, reduzir possibilidades de atuação ou propor um único caminho possível, o objetivo aqui é refletir sobre algumas práticas que, devidamente adaptadas a realidades distintas, tendem a contribuir para a profissionalização das práticas que envolvem a mensuração.

Promoção ou Marketing promocional?


A atividade do marketing destinada à promoção, também chamada de marketing promocional, tem a seguinte definição pela Ampro Associação de Marketing Promocional (2003): “Atividade do marketing aplicada a produtos, serviços ou marcas, visando, por meio da interação junto ao seu público-alvo, alcançar os objetivos estratégicos de construção de marca, vendas e fidelização”. KOTLER (2006) define, basicamente, 13 tipos ou ferramentas de promoção.

 São elas:

 - Amostras: oferta gratuita de uma quantidade de produto ou serviço.

 - Cupons: cédulas que conferem ao portador um direito ao desconto declarado na compra de um produto ou adesão á comunicação da marca. 

- Ofertas de reembolso pós-venda: proporcionam uma redução do preço após a compra ou cobre o preço da concorrência. 

- Pacotes de desconto: pacote de produtos ou serviços a preços reduzidos por um período determinado de tempo ou pacote conjugado, onde se ganha um produto na compra de outro.

- Brindes: mercadoria oferecida a um preço relativamente baixo ou gratuitamente como incentivo à compra de outro produto.
 
- Programas de fidelidade: programas que oferecem recompensas relacionadas à frequência e à intensidade da compra. 

- Prêmios (concursos, sorteios, jogos): são oportunidades de ganhar uma premiação (produto, serviço, viagens, etc.) como decorrência da compra de um produto ou com objetivo de chamar atenção do consumidor para o lançamento do mesmo.
 Concursos solicitam a inscrição do consumidor para que a mesma seja examinada por um corpo de jurados. 
Já os sorteios, premiam aleatoriamente um dos consumidores inscritos.
 E, jogos, por fim, têm objetivo de entreter e interagir com os consumidores enquanto exibem a marca de produto ou serviço. 

- Recompensas por comprar o produto: valores em dinheiro ou outras formas que sejam proporcionais à compra, fornecidos por um revendedor. 

- Experimentação gratuita: compradores potenciais, ou prospects, são incentivados a experimentar o produto sem nenhum ônus, de forma que possam lembrar, recomendar ou comprar posteriormente. 

- Garantias do produto: certificação ou compromisso de que a empresa irá consertar ou reembolsar o consumidor em caso de falha ou mau desempenho do produto, em determinado prazo. 

- Promoções combinadas: duas ou mais marcas de empresas que se unem, oferecendo benefícios para aumentar o seu poder de atração.
 
- Promoções cruzadas: utilização de uma marca para anunciar outra, não concorrente. 

- Displays e demonstrações no ponto de venda: displays e demonstração no ponto de venda. Todas essas mecânicas são reconhecidas e corriqueiras dos consumidores.

 Há muito tempo são utilizadas como formas de promoção pelas mídias tradicionais.
 Agora, vêm sendo adaptadas ao longo do tempo para as mídias digitais, com o objetivo de prender a atenção do consumidor enquanto navega na internet e, se possível, levá-lo ao ponto de venda, seja ele on-line (no caso de um e-commerce) ou off-line, em loja física.
 Até mesmo a ferramenta denominada por Kotler como “displays e demonstrações no ponto de venda” podem ser agregadas ao universo digital. 
Dezenas de lojas de calçados on-line já possuem canais no Youtube ou Vimeo, onde mostram o desempenho de seus tênis de corrida através de um apresentador ou animação audiovisual. 
Com apenas um clique, o usuário pode ir do vídeo até a URL de compra, cadastrar-se no site e adquirir o produto.
 O poder de adequação e transformação das mídias sociais não tem limites. 
Todos os dias, centenas de e-commerces postam vouchers de descontos em produtos ou serviços para os primeiros seguidores que repostarem as mensagens. 

Como dizia o ditado popular: “nada se cria, tudo se copia”.

ENGAJAMENTO 

Do francês engager, a palavra engajamento tem como significados: 
incitar, instigar, envolver ou levar alguém a se dedicar a alguma coisa ou causa. 
 O engajamento voltado para as práticas do marketing ultrapassa as barreiras do processo de decisão de compra e caminha ao lado da satisfação, fazendo com que fãs, seguidores ou consumidores de uma marca não apenas consumam, mas exibam para suas redes de contato no ciberespaço suas motivações e objetos de desejo.
 A adesão das marcas às plataformas sociais digitais fez com que a gestão de marketing buscasse não só abordagens e limites para o relacionamento com os consumidores, mas também, maneiras de despertar sua atenção dentre milhares de estímulos por milésimos de segundos na internet.
 A promoção, seja ela de vendas ou em busca de expor os valores agregados ou intangíveis da marca, tornou-se uma grande aliada das estratégias de marketing digital em ações presentes diariamente em redes como Youtube, Twitter, Orkut e Facebook. 
A ascendência das plataformas colaborativas despertou o interesse do consumidor global a participar de campanhas, promoções e atividades lúdicas on-line. 
A autora e pesquisadora Charlene Li (2010) define, a partir do que chama de Pirâmide do Engajamento, as atividades que mais envolvem os consumidores nas plataformas sociais:

Pirâmide do engajamento (LI, 2010). 23 Engajar não é fácil e as promoções, sejam elas de qualquer espécie ou para atender quaisquer objetivos, quando conduzidas nas plataformas sociais irão permitir a interação dos usuários através de comentários, produção de vídeos ou fotos, compartilhamento de links ou até mesmo acompanhamento de webseries. 
De acordo com a mecânica a ser desenvolvida é necessário pesquisar a adesão do consumidor brasileiro a essas plataformas ou tecnologias. 
A seguir, observamos as categorias da Pirâmide do Engajamento e suas principais características diante do perfil tecnográfico dos consumidores: 

- Moderar ou Curating: usuários extremamente engajados que utilizam parte do seu tempo para gerir uma comunidade ou fórum, determinar regras de convivência e moderar o conteúdo produzido pelos demais usuários. 
Representam o topo da pirâmide, são influenciadores dos demais e representam o menor número de usuários. 

- Produzir ou Producing: usuários que criam e produzem conteúdo em texto, vídeo ou áudio para seus próprios ambientes (ex: blog, Tumblr), que é publicado e replicado na web pelos demais usuários. 

- Comentar ou Commenting: usuários que avaliam ou fazem críticas (reviews) sobre produtos e serviços, comentam em outros blogs e contribuem com fóruns ou comunidades on-line. 

- Compartilhar ou Sharing: usuários que têm uma adesão razoável às plataformas sociais, interagem com conteúdo produzido em diferentes formatos e encaminham para os amigos por 24 e-mail ou através de ferramentas de compartilhamento, também chamadas de sharing tools. Dificilmente produzem conteúdo próprio. 

- Assistir ou Watching: usuários que lêem blogs, lêem avaliações sobre produtos ou serviços, ouvem podcasts, assistem vídeos de outros usuários. 

Normalmente, e principalmente no Brasil, os consumidores em seu papel de internautas trafegam por diferentes ou simultâneos perfis da Pirâmide do Engajamento espontaneamente em suas atividades on-line. 
Porém, quando impactados por uma campanha promocional, avaliam se o benefício oferecido vale o esforço necessário para a adesão. 
A seguir, vamos fazer uma breve pesquisa sobre o quanto o brasileiro se interessa realmente pelas promoções on-line e, de que forma, as mesmas estão sendo compartilhadas nos mecanismos de busca e nas plataformas sociais.

Criar estratégia de comunicação eficaz


COMO CRIAR ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO EFICAZ?

etapas para uma comunicação eficaz de marketing 

Nas últimas décadas, a tecnologia possibilitou que a comunicação pudesse ser realizada não 

somente pelas mídias tradicionais – revistas, jornais, rádios, televisão, etc. – mas também pelas 

chamadas “novas mídias” – especialmente internet e telefones celulares. Em meio a tantas 

opções, a principal questão é: Como desenvolver uma comunicação eficaz?

Basicamente, isto pode ser feito através da atenção às seguintes etapas: 

1) Identificação do público-alvo: O público-alvo da comunicação deve estar bem definido. 

Para quem a empresa deseja comunicar? Aqui podem estar incluídos os clientes atuais, os 

potenciais clientes, pessoas que influenciam a compra, um público específico ou até mesmo o 

público em geral. 

2) Determinação dos objetivos da comunicação: O que a empresa pretende com a 

comunicação? A intenção pode ser a de tornar um produto novo conhecido do público 

(lançamento), ou mudar uma atitude do consumidor em relação ao produto (despertar o seu 

interesse e simpatia), ou ainda fazê-lo agir (ir até a empresa e comprar). Dependendo do 

objetivo, a comunicação deverá ser feita de diferentes maneiras. 

3) Elaboração da mensagem: Envolve quatro aspectos – o que dizer (conteúdo), como 

dizer de maneira lógica (estrutura), como dizer de maneira simbólica (formato) e quem deve 

dizer (fonte). 

4) Seleção dos canais de comunicação: Refere-se à escolha dos canais de comunicação que 

serão utilizados para veicular a mensagem com eficiência. 

5) Estabelecimento do orçamento de comunicação: Não é uma tarefa fácil, mas pode ser 

realizada de diferentes maneiras. Algumas são: definir conforme os recursos disponíveis no 

momento, definir com base em um percentual (atual ou previsto) de vendas, definir conforme 

o orçamento dos concorrentes ou definir de acordo com objetivos específicos. 

6) Decisão sobre o mix de comunicação: Diz respeito à alocação de recursos entre os cinco 

tipos de ferramentas promocionais – propaganda, promoção de vendas, relações públicas e 

publicidade, equipe de vendas e marketing direto. 

7) Mensuração dos resultados da comunicação: Trata-se de avaliar o impacto que a 

comunicação ocasionou no público-alvo. 

8) Gerenciamento da comunicação integrada de marketing: Consiste em planejar a 

comunicação sempre de modo a abranger diferentes ferramentas, combinadas e integradas de 

modo coerente. 

As etapas explicadas acima não consistem em uma receita mágica da comunicação de marketing, 

mas certamente podem ajudar a torná-la mais eficaz. 

Referências:

KOTLER, Philip. Administração de Marketi 

Definir estratégia de preços para marketing digital

 Definir uma estratégia de Produto e Preço 

Estratégias de marketing garantem o sucesso do produto no 

mercado 

Para o marketing, o produto é a variável responsável por identificar e 

definir produtos e serviços que atendam aos desejos e necessidades da 

clientela e pelos quais esteja disposta a pagar, em função de sua 

disponibilidade de recurso. 

Os clientes não compram produtos apenas por suas características 

físicas, mas sim por seus benefícios ou utilidades. Isso significa que o 

negócio deve acompanhar o passo do consumidor para oferecer, por 

meio do produto/serviço, conjunto de benefícios (funcionais e 

emocionais) que o satisfaça. Para isso, é preciso realizar estudo 

complexo sobre as tendências de mercado e consumo. 

Esta variável também contribui para a inovação dos produtos/serviços: 

permite à empresa repensar sobre o posicionamento do produto, ou 

seja, verificar se é a hora de amadurecer e atingir novos mercados ou 

se é o momento de uma modificação na apresentação dos 

produtos/serviços ou reavaliar a forma de vender, o que implica em 

condicionar o produto/serviço a uma nova realidade. O importante é 

analisar as possibilidades e as necessidades de inovação, de acordo 

com o mercado consumidor e como ele evolui. 

Definição do produto 

Ao planejar a oferta do produto para o mercado, a empresa deve pensar 

em cinco níveis: 

1. Benefício central: é a utilidade do produto real e específica do 

produto. O benefício central está diretamente relacionado à 

necessidade que o consumidor quer suprir. 

2. Transformação do benefício central em produto básico: em 

outras palavras, as demais funções do produto, além da função central. 

3. Produto esperado: significa as condições mínimas ou básicas e 

esperadas de um produto, por exemplo, que ele funcione 

adequadamente. 

4. Produto ampliado: excede as expectativas do cliente. Este nível é 

geralmente aplicado no posicionamento da marca. 

5. Sistema de consumo: é a maneira como o usuário desempenha as 

tarefas de obter, usar, adaptar e descartar o produto. 

Neste processo de definição do produto, o empreendedor deve 

identificar em que consiste o produto, a quem se destina, para que 

serve, qual o desempenho, o que pode influenciar o cliente a optar por 

este produto frente aos dos concorrentes e também definir o momento 

em que este é utilizado. Todas estas informações vão permitir a 

identificação dos critérios a serem avaliados e desenvolvidos em 

relação aos produtos da empresa. 

Categorias de produto 

É fundamental identificar a categoria da qual o produto faz parte. Esta 

classificação influencia todas as decisões sobre os demais itens do 

Composto de Marketing, pois cada tipo de produto demanda estratégias 

diferentes de precificação, distribuição e promoção. 

Principais maneiras de classificar um produto: 

1 - Tipo de bem 

1.1 – Tangíveis (bens materiais): este é o tipo mais óbvio, pois tratase 

de bens palpáveis. Pode ser de dois tipos: duráveis (ex.: automóveis e 

vestuário); e não-duráveis (ex.: cerveja, xampu e alimentos). 

1.2 – Intangíveis (bens imateriais): são menos óbvios, pois 

correspondem aos benefícios que podem ser oferecidos a alguém por 

algum preço. Enquadram-se nesta categoria: serviços (ex.: salão de 

beleza e segurança); pessoas (ex.: atleta e político); lugares (ex.: Rio 

de Janeiro e Nordeste); organizações (ex.: ONU e igrejas); e ideias (ex.: 

Vacinação e antitabagismo). 2 - Tipo de compra 

Cada produto demanda um certo tipo de comportamento do consumidor 

durante seu processo de compra. Entenda de que maneira a compra 

interfere na classificação do produto: 

2.1 – Bens de conveniência: são produtos comprados frequentemente 

e com pouco esforço. Não demandam muito envolvimento do 

comprador. Em geral, não são caros e são encontrados facilmente em 

vários pontos de venda. Por isso, têm dificuldade em conquistar a 

fidelidade do consumidor, já que normalmente são escolhidos muito 

mais pela facilidade (conveniência) em encontrá-los do que pela marca. 

Podem ser dos seguintes tipos: 

• Bem básico: bens comuns, de primeira necessidade e usualmente 

consumidos (ex.: alimentos e produtos de higiene e limpeza).

• Bem de impulso: bens que o consumidor normalmente não programa a 

compra ou não pensa em comprar (ex.: revistas e guloseimas). 

• Bem de emergência: demanda gerada por uma situação especial (ex.: 

guardachuvas e filtro solar). 

2.2 – Bens de compra comparada: são produtos que demandam 

reflexão por parte do consumidor. Normalmente, tem um custo maior. 

São comprados com menos frequência e demandam uma série de 

escolhas por parte do consumidor, como qualidade, preço, modelo, cor 

e estilo. (ex.: apartamentos e automóveis). Conquistam mais facilmente 

a fidelidade do consumidor: após decidir qual marca deseja adquirir, 

dificilmente ele muda de opinião, afinal investiu muito tempo e esforço 

nesta decisão. 

Catálogo e linhas 

Esta variável do marketing também é responsável pela definição 

do conjunto de mercadorias e linhas produtos de uma empresa, ou 

seja, pelo seu catálogo ou mix de produtos. 

A linha de produtos é um grupo de artigos afins que se destinam a 

um mesmo grupo de consumidores, atendendo a necessidades e 

desejos semelhantes. Deve ser abrangente e competitiva na 

medida certa, pois se tiver pouca variedade, ela tem um público 

limitado; se tiver muita variedade, pode perder eficiência e 

competitividade. 

O mix de produto deve ser organizado de acordo com quatro 

dimensões: 

• Abrangência: número de linhas que a empresa trabalha e públicos atingidos.

• Extensão: número de produtos em cada linha. 

• Profundidade: número de variações dos produto da linha. Consistência: 

relações entre diversas as linhas de produtos. 

Marca 

A definição do nome ou da marca também faz parte da concepção de 

um produto e tem o propósito de identificar bens ou serviços de um 

determinado negócio e de diferenciá-los de seus concorrentes. Além 

disso, também tem o papel de valorizar o produto, transferindo para ele 

os valores que possui. 

O gerenciamento da marca e suas atribuições com o propósito de 

agregar valor é chamado de brand equity ou branding, que nada mais é 

que o conjunto total de ativos tangíveis e intangíveis que dá à empresa 

uma vantagem competitiva. 

As estratégias de branding ressaltam os atributos da marca e seus 

significados, algumas vezes até deixando o produto em segundo plano. 

Como pode ser registrada em Institutos Nacional de Propriedade 

Industrial – ganhando exclusividade e proteção –, a marca pode 

constituir um ativo (um bem) para a organização. 

Design, Embalagem e Rotulagem 

O design, a embalagem e a rotulagem de um produto são tão 

importantes quanto a marca. São capazes de transferir valor para a 

mercadoria. O design pode ser, por exemplo, uma das armas mais 

competitivas do arsenal de marketing de uma empresa. Já a 

embalagem não serve apenas para proteger, acondicionar ou 

transportar o produto, mas também tem papel importante na conquista 

do comprador, sobretudo porque grande parte das decisões de compra 

são tomadas por impulso no ponto de venda. 

Definindo o preço de um produto ou serviço 

Nesse artigo voce lê uma compilação entre o estudo sobre o texto do livro Administração de Marketing 

(escrito pelo mestre Ph. Kotler) e o professor Marcos Fava Neves. 

Será abordada de forma prática e didática a estratégia para definir o preço do seu produto ou serviço. 

Entenda os detalhes e o passo-a-passo para definir seus preços e aprenda a analisar o mercado para 

definir a melhor política de preços e gerar reconhecimento de valor da sua marca para o consumidor. 

Antes de ler esse artigo, recomendamos assistir ao vídeo abaixo, que explica porquê os carros no 

Brasil são os mais caros do mundo. 

Não é apenas a carga tributária a culpada pelos preços mais altos no Brasil: a antiga lei da oferta e 

da demanda é que determina o fator preço/valor dos veículos por aqui: 

Se voce assistiu o vídeo acima, agora está pronto para entender como as montadoras de veículos 

definem os preços dos carros no Brasil. O artigo do texto abaixo pode ser aplicado a qualquer tipo de 

produto, mas vamos aproveitar o video acima e aplicar o conceito para veículos. 

Decisão de preço (por Kotler) 

Após a análise da importância da administração de força de vendas nas empresas, na organização e 

nos esforços demandados para obtenção de resultados requeridos com as vendas na estratégia de 

marketing, torna-se crucial o entendimento da variável preço no composto de marketing. Nesse item, 

será mostrado o que pode ser feito para uma administração estratégica de preço eficaz e a sua relação 

com as outras variáveis do composto de marketing dentro do planejamento e gestão estratégica de 

marketing com enfoque de redes. Em síntese, nesta etapa devem ser feitas as seguintes análises: 

• Definir os objetivos da empresa com relação a preços. 

• Analisar a demanda nacional e internacional. 

• Analisar e controlar os custos de produção. 

• Analisar os custos, preços e ofertas dos concorrentes. 

• Escolher um método a ser usado na determinação de preços e decisão de que tipos de preços e 

variações (regionais, conjunturais, etc.) seriam praticados 

• Elaborar como serão as reações da empresa a mudanças de preços dos concorrentes. 

Embora outras variáveis do composto de marketing tenham se tornado importantes nas últimas 

décadas, o preço ainda permanece como um dos elementos fundamentais na determinação da 

participação de mercado e na lucratividade das empresas. 

Lovelock comenta que o preço é o único elemento do mix de marketing que produz receita, e as outras 

variáveis, apesar de essenciais para o sucesso da empresa, produzem, sobretudo, custos, sendo 

assim consideradas de mais difícil compressão. É, também, um dos elementos mais flexíveis, pois 

pode ser alterado com rapidez, ao contrário de outros componentes, tais como a alteração de um 

produto ou o compromisso com um canal de distribuição. Essa flexibilidade dos preços praticados 

pelos concorrentes é um dos maiores problemas com o qual as empresas se deparam. 

Em termos gerais, qualquer troca envolve preço, que nem sempre é monetário. O preço pode ser 

definido como uma relação que indica o montante necessário para adquirir uma dada quantidade de 

bem ou serviço, sendo, simplesmente, a quantidade de dinheiro e/ou outros itens com utilidade 

necessária para se adquirir um produto ou, conforme menciona Czinkota, et alii, o preço é alguma 

unidade de valor entregue por uma parte em troca de alguma coisa recebida de outra parte. 

As decisões de preços são importantes, pois afetam o volume de vendas de uma empresa e quanto 

de recursos ela recebe. Alguns fatores de importância das decisões de preço no ambiente de 

marketing são considerados por Lambin tais como: o preço influencia diretamente a demanda, 

determina diretamente a rentabilidade da atividade e influencia a percepção do produto contribuindo 

para o posicionamento da marca. Mesmo com tal importância, muitas empresas não lidam bem com 

a determinação de preços. Segundo Kotler, os erros mais comuns são: 

• preços demasiadamente orientados para custos; 

• os preços não sofrem revisão com suficiente freqüência para capturar mudanças praticadas pelo 

mercado 

• a determinação dos preços independe do restante do composto de marketing 

• a não variação de acordo com diferentes itens de produtos, segmentos de mercado e ocasiões de 

compra. 

A estratégia de preço deve ser compatível com os outros componentes da estratégia de marketing, 

pois o preço deve permitir financiar as estratégias de comunicação, do desenvolvimento de produtos 

e do fortalecimento do posicionamento de qualidade desses produtos, quando for o caso, respeitando 

a estratégia do canal de distribuição em atingir margens necessárias para a realização dos objetivos 

de cobertura de mercado. 

Conforme o enfoque de contingência para as práticas de precificação, a vantagem relativa do produto 

apenas não conduz a elevadas margens. Somente se alcança elevada margem quando a empresa se 

utiliza de práticas apropriadas de precificação. Lambin considera que a escolha de uma estratégia de 

preços impõe o respeito a dois tipos de coerência: a coerência interna que contempla que o preço 

definido respeite as condições de custo e de rentabilidade da empresa, e a coerência externa, que 

exige um preço compatível com a sensibilidade dos compradores ao preço e com os preços praticados 

pela concorrência. 

Dessa forma, será mostrado neste item do Planejamento e Gestão Estratégica de Marketing como se 

estabelecem preços, apresentando seis etapas desse processo. Uma vez estabelecido o preço, o 

próximo passo será estudar as estratégias de adequação de preços e as iniciativas a respostas às 

mudanças de preços praticados pelos concorrentes. Finalmente, será mostrado como o enfoque de 

redes poderá ajudar a empresa a melhor precificar seus produtos e serviços. 

Estabelecimento do Preço 

Os objetivos de estabelecimento de preço devem estar ajustados aos objetivos de marketing da 

empresa. A empresa deve decidir onde deve posicionar seu produto no mercado em termos de 

qualidade e preço, sendo possível encontrar, em um mesmo mercado, vários níveis de preço. Ao 

estabelecer uma política de preços a empresa deve pensar em seis etapas: 

1. seleção do objetivo da determinação de preços 

2. determinação da demanda 

3. estimativa de custos 

4. análise de custos, preços e oferta dos concorrentes 

5. seleção de um método de determinação de preços 

6. seleção do preço final 

Cada um desses passos será descrito nas etapas a seguir: 

1 - Seleção do Objetivo do Preço 

A decisão de onde a empresa deseja posicionar sua oferta deverá ser o primeiro passo que a empresa 

adota, pois quanto mais claros os objetivos do plano de marketing, mais fácil será a determinação de 

preços. Deve-se decidir sobre os objetivos de preço antes de determinar o próprio preço, assim, por 

mais lógico que pareça, poucas empresas estabelecem um objetivo de preço. De modo geral, são 

considerados cinco objetivos para a determinação de preço: 

1. sobrevivência, que é um objetivo de curto prazo geralmente praticado quando existe excesso de produção, 

concorrência intensa ou mudança nos desejos do consumidor; 

2. maximização do lucro, quando são estimados a demanda e os custos com preços alternativos e escolha do 

nível que maximiza o lucro, e se estabelece um nível específico de lucro como objetivo; 

3. maximização do faturamento, estimado apenas em função de demanda, estabelecendo o preço que 

maximiza faturamento, ou participação de mercado; 

4. maximização do crescimento das vendas ou manutenção e/ou aumento a parcela de mercado, trabalha com 

a possibilidade de custos unitários menores, devido à curva de experiência e afastam concorrentes 

5. maximização do aproveitamento do mercado (desnatamento), utilizado quando existe estimativa do preço 

mais alto que se pode cobrar, dados os benefícios comparativos em relação aos substitutos disponíveis, 

posteriormente a empresa reduz o preço para conquistar o segmento imediatamente inferior, ou seja, 

procuram estabilidade dos preços e o alinhamento em relação aos concorrentes. 

2 - Determinação da Demanda 

A determinação de um preço considerando apenas os custos de produção não é suficiente. É 

importante que a organização identifique o nível de demanda ao longo do tempo. A determinação da 

demanda em alguns casos é intuitivamente óbvia, em outros, os padrões só são revelados quando 

devidamente estudados e mapeados. Cada preço praticado pela empresa resultará em um diferente 

nível de demanda e conseqüentemente causará diferentes impactos nos objetivos de marketing de 

uma determinada empresa. Essa relação pode ser observada na curva de demanda, com os fatores 

que afetam a sensibilidade de preço. Nagle & Holden indicaram nove situações a que a sensibilidade 

ao preço pode ser reduzida: 

1. O produto for exclusivo: valor único 

2. Compradores têm menos consciência da existência de substitutos 

3. Compradores não conseguem comparar a qualidade de substitutos 

4. A despesa em relação à renda total é pequena 

5. O benefício final do produto é grande 

6. O custo do produto for compartilhado com terceiros 

7. O produto é utilizado em conjunto com ativos previamente comprados 

8. O produto apresenta mais qualidade, prestígio ou exclusividade: Preço-Qualidade. 

9. Os compradores não podem estocar o produto. 

Os 9 fatores acima são de grande valia porque podem, também, orientar com relação às oportunidades 

de ações em redes de empresas, que será trabalhado no último ítem deste capítulo. A questão “como 

diminuir a sensibilidade de preços do consumidor?”, pode possuir, em ações em redes, caminhos 

interessantes a serem seguidos. Grande parte das empresas buscam medir sua curva de demanda 

utilizando diferentes métodos, tais como a análise estatística de dados sobre preços já praticados e a 

quantidade vendida, a variação sistemática de preços em uma loja e análise das variações e a 

pesquisa com compradores para que informem quantas unidades comprariam de tal produto com 

níveis de preços diferentes. 

Uma maneira de considerar a demanda do mercado e os custos na determinação dos preços é a 

utilização da análise break-even ou ponto de equilíbrio, que determina a quantidade de produção para 

a qual o rendimento total se iguala ao custo total (conforme a figura abaixo). Quanto mais a venda 

estiver acima do ponto de equilíbrio maior será o lucro. Por outro lado as vendas abaixo do ponto de 

equilíbrio resultam em prejuízo: 

Finalmente, para a determinação da demanda as empresas costumam verificar a elasticidade da 

demanda, que possibilita um melhor entendimento da relação entre os preços e as vendas. A demanda 

é menos elástica quanto menor for a variação da quantidade dada a uma variação no preço. 

Kotler comenta que a demanda será menos elástica sob as seguintes condições: 

1. Existem poucos ou nenhum substituto, ou não há concorrentes. 

2. Os compradores não percebem o preço maior. 

3. Os compradores são lentos na mudança de seus hábitos de compra e na procura por preços menores. 

4. Os compradores consideram que os aumentos de preço são justificáveis pela melhora de qualidade, 

pela inflação, entre outros. 

3 - Mensurar e Estimar Custos 

Segundo McCarthy & Perreault, existem basicamente três tipos de custos: (1) os custos fixos, cujo 

montante independe do volume, sendo que dentro de um determinado intervalo da atividade, esses 

custos não variam com a quantidade de produção e (2) os custos variáveis, que são aqueles cujo 

montante variam diretamente com o volume de produção, acompanham o volume de atividade, dentro 

de uma certa faixa de produção. A soma do custo fixo e do custo variável resulta no (3) custo total e 

quando se divide por unidade em um determinado volume de produção resulta no custo unitário ou 

médio. 

As empresas deverão ser cuidadosas em utilizar informações de custos nas práticas de preços. Ingenbleek; 

Franbach & Verhallen comentam que esse tipo de informação não demonstra qual o real valor que os 

consumidores atribuem ao produto. Os custos, geralmente variam em diferentes níveis de produção. Para uma 

boa fixação de preços, a empresa deve saber como seus custos variam conforme seu nível de produção. 

O custo irá reduzir conforme o aumento da quantidade produzida pela diluição dos custos fixos. A partir 

de certo momento, a fábrica torna-se ineficiente com máquinas quebrando mais freqüentemente e 

escassez de espaço físico. Existe dessa forma, para os dados recursos, uma quantidade ideal de 

produção. O comportamento dos custos em função da produção acumulada é resultante da Curva de 

Experiência ou Curva de Aprendizagem, que é quando a empresa reduz o custo total médio em função 

do aprendizado, conquistado com o aumento da produção e a experiência adquirida, pois aprende 

como fazer melhor, operários aprendem a reduzir custos, o fluxo de materiais e compras é melhorado, 

entre outros fatores. 

Essa estratégia pode ser utilizada pela empresa, ao basear seu preço na curva de experiência e 

expandindo sua produção nesse sentido. No entanto, essa é uma estratégia arriscada, pois um 

concorrente pode desenvolver uma tecnologia de custos menores e superar a empresa. As empresas 

tendem a adaptar suas ofertas e condições aos diferentes compradores, resultando em custos e lucros 

diferentes para cada segmento. 

Para estimar a lucratividade por cada negociação com o cliente a empresa deverá utilizar a 

contabilidade de custos baseada por atividade Activity Based Cost (ABC), que identifica os custos 

ligados a atender cada entidade, através da decomposição de custos fixos e variáveis. A determinação 

de custo-alvo consiste na redução do custo por esforço concentrado dos designers, engenheiros e 

compradores da empresa. Por meio de pesquisa de marketing as funções de um novo produto são 

estabelecidas como também o preço por que deve ser vendido. 

Após a definição da margem de lucro desejada a equipe examina os componentes de custo (design, 

engenharia, produção, vendas etc), separam-nos em unidades menores e consideram maneiras de 

reduzí-los. O objetivo é fazer com que as projeções de custos fiquem ajustadas ao custo-alvo e que 

com o preço-alvo o lucro-alvo seja alcançado. Uma estrutura do tipo de custos é apresentada por 

Lambin com base nos custos internos, sem referência aos dados de mercado. O autor comenta três 

custos: o custo mínimo, que corresponde ao custo direto só permitindo recuperar o valor de 

substituição do produto, portanto, a margem é zero; o custo técnico que corresponde ao nível de 

atividade em que a empresa cobre os custos diretos e os custos fixos, isso permite que a empresa 

recupere não só o valor do produto, mas também a cobertura dos encargos de estrutura; e o custoalvo 

ou preço suficiente que compreende além do custo mínimo e do custo técnico, uma condição de lucro. 

Todos esses métodos ignoram a sensibilidade da demanda, ou seja, as condições de mercado, portanto as 

margens desejadas só se realizarão se o nível de vendas estipulado for atingido. 

4 - Análise dos Custos, Preços e Ofertas dos Concorrentes 

A empresa precisa comparar seus custos em relação aos custos dos concorrentes para saber em que nível 

está operando, e se está em vantagem ou desvantagem de custo. 

Também é necessário conhecer o preço e a qualidade das ofertas concorrentes. Isso será um ponto 

de referência para o preço. A estratégia de preço é muito influenciada pela situação da concorrência, 

caracterizada pelo número de empresas que atuam no mesmo segmento e do valor percebido do 

produto, resultante dos esforços de diferenciação produzidos pela empresa com o objetivo de alcançar 

uma vantagem concorrencial. Essas dimensões são consideradas na tabela abaixo com dois níveis de 

intensidade, relacionadas com o valor percebido do produto, permitindo assim, quatro situações 

distintas nas decisões de preço em face dos tipos de concorrência existentes. 

5 - Seleção de um método de determinação de preços 

Dada a demanda dos consumidores, a função custos e preços dos concorrentes, a empresa estará 

preparada para selecionar um método de estabelecimento de preço, que inclua uma ou mais dessas 

três considerações. Geralmente, as empresas selecionam um método de determinação de preços 

contemplando as considerações expostas na tabela anterior (tabela 5.28). Kotler estipula pelo menos 

seis métodos de determinação de preços. Na tabela abaixo esses métodos e suas características são 

apresentados: 

Método Conceitos, características e limitações 

Markup Método de simples acréscimo de margem padrão ao custo do produto para formar o preço de 

venda. 

Popular porque os vendedores têm mais certeza dos custos do que da demanda, o cálculo é 

simples quando os custos se alteram, quando todas as empresas usam o método, os preços 

tendem a ser similares. 

Os preços são mais altos em itens sazonais (para cobrir risco de encalhe), de especialidade, 

de giro lento, com custos altos de estocagem e movimentação e também tem itens de 

demanda inelástica, e também é alto com produtos de custos ocultos ou altamente variáveis. 

Preço de 

Retorno-Alvo 

As empresas determinam o preço que assegura a sua taxa alvo de retorno sobre o 

investimento (ROI), o fabricante realizará o ROI pretendido se seus custos e vendas estimadas 

forem precisos. 

Importância do cálculo do Ponto de Equilíbrio para que se saiba o que pode acontecer caso a 

previsão de vendas não se concretize. 

Ignora a elasticidade de preços e preços dos concorrentes 

Preço de Valor 

Percebido 

As percepções de valor dos compradores, não custos, são fatores-chave para determinar 

preço. 

A chave para o uso de valor percebido é determinar corretamente através da pesquisa de 

marketing a percepção do mercado em relação ao valor da oferta. 

É fundamental o pensamento do posicionamento do produto. 

Medir o valor percebido de cada um dos benefícios do produto: (precificação pelos 

componentes de valor) durabilidade, confiabilidade, serviço superior, garantia em peças, entre 

outros. 

Deve-se mostrar ao consumidor porque o produto é mais caro, ou seja, o valor que a oferta de 

fato representa. 

Preço de Valor A fixação de um preço baixo em relação à alta qualidade do produto quando comparado ao seu 

concorrente. 

Não é a simples redução do preço, mas sim um esforço de redução dos custos sem perder a 

qualidade. 

Preço de A empresa baseia seu preço em função dos preços cobrados pelos concorrentes, dedicando Seguidor 

do menor atenção aos custos ou à demanda. 

Concorrente 

Preço de A fixação do preço é fortemente orientada para a concorrência. 

Licitação 

Maior o preço, menor serão as chances da empresa de vencer a licitação, sendo possível o 

cálculo do lucro esperado de cada alternativa de preço com as respectivas probabilidades de 

vitória. 

6 - Seleção do Preço Final 

A empresa deve considerar fatores adicionais à medida que os métodos de determinação de preço 

forem se consolidando na faixa a partir da qual a empresa deve selecionar seu preço final, esses 

fatores adicionais, segundo Kotler são relatados a seguir: 

• Preço Psicológico: a associação do preço alto com qualidade, leva a empresa a colocar seu produto 

com o preço entre os mais caros do segmento. 

• Influência de Outros Elementos do Composto de Marketing: a empresa deve levar em consideração 

a qualidade da marca e da propaganda em relação à concorrência. Existe um relacionamento 

positivo entre preço alto e orçamento de propaganda. Os consumidores geralmente estão dispostos 

a pagar mais por produtos conhecidos do que por desconhecidos. Dai decorre a importância do 

Planejamento e Gestão Estratégica de Marketing. 

• Políticas de Preço da Empresa: o preço deve ser consistente com as políticas de preço da empresa, 

com finalidade de assegurar que a força de vendas trabalhe com preços atrativos para os clientes e 

rentáveis para a empresa. 

• Impacto de preços sobre os outros membros do canal: a empresa deverá levar em conta a reação 

das outras partes envolvidas e interessadas na cadeia, tais como distribuidores e os revendedores. 

Após a determinação do preço é importante que a empresa elabore uma estrutura de adequação do 

preço contemplando algumas situações que serão discutidas no próximo tópico. 

Estratégias de Adequação do Preço 

Influenciados pelas variações do ambiente, pelas saturações de mercado com baixa taxa de 

crescimento, pela competição global e pelo movimento dos consumidores, muitas empresas estão 

aderindo, nos últimos anos, a diferentes formas de adequação do preço. Tais empresas elaboram 

estratégias de adequação de preços que refletem variações principalmente na demanda e nos custos. 

Para Jain, a estratégia de adequação dos preços acontece em alguns produtos ou quantidades para 

diferentes consumidores e com diferentes preços. Existem várias estratégias de adequação de preços, 

tais como preço geográfico, preços com descontos, preço promocional, preço discriminatório e preço 

de mix de produtos, que serão apresentados na tabela abaixo: 

Estratégias de 

Considerações Adequação do 

preço 

Preço geográfico Considera os custos de transporte até o consumidor, esses custos crescem em importância 

quando o frete se torna uma parte maior do custo variável total. Existem duas estratégias 

geográficas: 

1. Por ponto de produção, pois o produto é retirado na fábrica. 

2. Preço de entrega uniforme, no qual o mesmo preço é cotado para todos os 

compradores independente de sua localização. 

Descontos e 

concessões 

Desconto para pagamento à vista, desconto por quantidade, descontos funcionais (oferecidos 

aos membros do canal de distribuição), descontos sazonais e concessões. 

Preço 

promocional Preço isca, preço de ocasião, cupons de desconto, financiamento a juros baixos, maior prazo, 

garantia e contratos de serviços, desconto psicológico (uso de preço alto artificial para depois 

fazer uma redução drástica). 

Preço diferenciado 

(Discriminado) 

Preço por segmento de consumidores, preço por versão diferente de produto, preço de 

imagem, preço por localização, preço por período. Deve ser possível a segmentação, 

impossível revender, deve ser legalizado e em consonância com os consumidores, para 

que 

dê certo. Podem ocorrer problemas. 

Preço de 

composto de 

produtos 

O produto faz parte de um composto, a empresa procura um preço que maximize 

este composto: 

1. Preço de linha de Produtos: cada versão sucessiva do produto traz características extras, 

permitindo preços mais elevados. 

2. Preço de característica opcional: produtos opcionais que acompanham o principal. 

3. Preço do produto cativo: fixação de preço baixo para conquistar consumidor e ganho nos 

produtos cativos. 

4. Preço Composto: uso de preço fixo mais variável. 

5. Preço de Subproduto: venda de subprodutos permite a redução do preço do produto 

principal. 

6. Preço do Pacote: reunião de vários produtos são vendidos mais baratos do que 

separadamente. 

Vale ressaltar que um adequado sistema de informação de marketing contribui, além de que examina diferentes 

fatores na execução de práticas de precificação. 

Iniciativas e Respostas a Mudanças de Preços 

Dada a elevada interdependência que existe entre os concorrentes, geralmente existe um preço 

praticado no mercado que serve como referência a essas empresas, esse preço baliza na tomada de 

decisão das empresas em reduzir, manter ou aumentar os seus preços. Várias são as iniciativas e 

respostas que as empresas podem desenvolver dada a mudança de preços: 

Manutenção de preço: a estratégia de manutenção nos preços é apropriada em circunstâncias em que 

a mudança de preços for desejável, porém a magnitude dessa mudança é indeterminada, se as 

reações dos consumidores e dos concorrentes à mudança de preços não forem possíveis de se 

estimarem a manutenção dos preços talvez seria a medida mais apropriada. Muita das vezes a 

mudança de preço poderá ocasionar um impacto negativo na imagem do produto. 

Iniciativas de Redução de Preço: algumas situações levam as empresas a reduzirem seus preços 

principalmente quando existir capacidade ociosa na linha de produção ou em condições nas quais 

exista declínio de participação de mercado ou ainda como estratégia para dominar o mercado por meio 

de custo menores. Lambin considera duas situações favoráveis a uma redução de preços. Quando os 

concorrentes têm custos superiores e não podem reduzi-los, ou quando as pequenas empresas têm 

maior facilidade de diminuição de preço do que um grande concorrente, representando uma perda 

menor e fazendo com que os grandes concorrentes prefiram manter os preços incrementando a 

atuação em um mercado diferente do praticado pela pequena empresa. Jain acrescenta mais uma 

situação na qual uma redução de preço talvez seja a resposta que o consumidor necessita, esta ocorre 

quando a redução nos preços for um pré-requisito para a indução ao crescimento de mercado. 

Aumento de Preço: essa ação difícil de ser tomada poderá aumentar consideravelmente os lucros da 

empresa, no entanto a empresa deverá assegurar que os concorrentes a seguirão, caso contrário 

poderá perder participação de mercado, sendo esse um típico caso de ação coletiva. Outro fator 

importante para aumentar os preços é o excesso da demanda, que acontece quando uma empresa 

não pode atender a todos os pedidos. Kotler considera algumas formas de aumentar o preço como: 

1. a adoção do preço da data de entrega, que não fixa até que a oferta esteja pronta; 

2. por meio de imposições de cláusulas contratuais de reajuste de preço; 

3. pelo desmembramento de produtos e serviços 4. pela redução de descontos oferecidos aos clientes. 

Jain acrescenta outras razões para um aumento nos preços, tais como: 

1. ajuste de preços em economia inflacionária para não haver perda de margem; 

2. quando existe um monopólio de uma marca em determinado segmento ou a marca tem uma vantagem 

competitiva e de posição única em relação à concorrência; 

3. quando a empresa for líder e as concorrentes forem seguidoras de preço; e 

4. quando o aumento no preço repercutirá em uma percepção positiva por parte dos consumidores. 

Especialmente no Brasil, pode-se acrescentar a variação cambial como um importante pretexto para aumento 

de preços. Existem algumas maneiras de não aumentar os preços diante de um aquecimento de demanda ou 

na elevação dos custos, tais como: redução do tamanho do produto; substituição por matérias-primas ou 

embalagens mais baratas; remoção das características do produto e/ou dos serviços; redução do número de 

modelos e por meio da criação de novas marcas menos dispendiosas. 

Quando acontece uma mudança de preço, poderá haver uma reação dos clientes, dos concorrentes, 

bem como dos parceiros do canal de distribuição, tais como os distribuidores ou até por agentes 

facilitadores. Os consumidores sempre questionam o que está ocasionando as mudanças de preços, 

como no caso de produtos que apresentam defeitos ou não estão vendendo bem, quando a empresa 

tem problemas financeiros, quando o item é exclusivo, difícil de ser encontrado e precisa ser adquirido 

logo acreditando até na falta. Os concorrentes, também, reagirão, principalmente quando o número de 

empresas que ofertam o produto for pequeno. A empresa deverá saber qual é o interesse específico 

do concorrente, a situação econômica, a situação das vendas, a capacidade de produção recente, e 

tentar entender a lealdade dos consumidores antes de tomar qualquer iniciativa. Finalmente, resta 

discutir como o enfoque de redes poderá ajudar a empresa a melhor precificar seus produtos. 

Perspectiva de redes e ações coletivas em preços 

Para sugerir ações de precificação com base no enfoque de redes utilizado pela proposta desta tese, 

serão colocadas quatro questões-chaves ligadas às variàveis de influência na formação de preços. A 

tabela abaixo pretende mostrar essas sugestões de ações, descrevendo-as e exemplificando quando 

possível: 

Motivos pelos quais se pode usar a Perspectiva de Redes e Ações Coletivas na Precificação: 

Ações Descrição e Exemplos 

Para aumentar o valor Oferta de Pacotes de Produtos e Serviços Um pacote de produtos e serviços 

possui percebido pelos mais valor porque facilita o processo de compra do consumidor, trazendo mais 

clientes conveniência. Também transmite a ele mais confiança, já que o pacote pode ser 

construído especialmente para suas necessidades. O exemplo de bundling na área de 

insumos agrícolas (oferta de pacotes de produtos e serviços) segue essa estratégia. 

Para reduzir a 

sensibilidade a preços 

dos segmentos 

atendidos 

Oferta de Pacotes de Produtos e Serviços Como decorrencia do que foi 

colocado acima, existe grande chance de a sensibilidade de preço do cliente se 

reduzir permitindo à empresa cobrar mais pelo pacote, em comparação ao 

produto em separado. 

Criação de um valor único Uma empresa pode, através de associação com empresas 

de sua rede, criar uma oferta única. Por exemplo, alianças verticais na produção de 

alimentos levam à mesa do consumidor um produto único, que, provavelmente, estará 

mais disposto a pagar mais por isso. 

Programas de fidelidade em conjunto Como estratégias para descontos em conjunto e 

beneficios em rede, empresas podem compartilhar descontos (através de cartões de 

fidelidade por exemplo) em que o benefício de utilizar a rede supera a oferta 

concorrente. Empresas aéreas têm utilizado esse conceito através de associações com 

empresas telefônicas, empresas de cartão de crédito, provedores de internet, jornais, 

entre diversas outras. 

Dificultar a comparação com substitutos A oferta da rede faz com que a comparação 

com outra oferta se torne difícil, porque redes são de difícil comparação, ao invés de 

produtos isolados. 

Para a Redução de Ações conjuntas em marketing reduzem despesas Ações promocionais em conjunto, custos 

em adminitração de vendas, em pesquisa de mercado e assim por diante têm grande 

potencial de economia de despesas. 

Terceirização de processos e atividades A terceirização de processos, ou o uso de 

marcas próprias, tanto para quem as produzir como para quem “encomendar a 

produção”, tem grande potencial de redução de custos. Uma empresa porque otimiza a 

produção e outra porque pode focar nas suas competências centrais. Esses processos 

demandam e se beneficiam da coordenação em rede. 

Centrais de compra conjunta Empresas que compram em conjunto aumentam o poder 

de barganha para negociar com fornecedores, além de se beneficiarem de uma 

estrutura comum de compras obtendo ganhos de escala. 

Para a comparação de Obtenção de informação de outras redes através de membros que coperam com 

custos e preços da informações de mercado As empresas da rede podem utilizar uma às outras para 

concorrência obterem informações privilegiadas da estrutura de custos e preços de empresas 

concorrentes. Ações com canais de distribuição não exclusivos podem facilitar a 

obtenção de informações bem como com fornecedores não exclusivos. Os limites 

legais e éticos nesses casos devem ser bem observados. 

Visto a variável preço do composto de marketing através dos tópicos abordados acima tais como as 

etapas de estabelecimento de preços, em seguida foi apresentado as práticas de adequação do preço 

que poderão ser utilizados pelas empresas e por fim as ações em relação as respostas a mudança de 

preços praticados pelos concorrentes. 

O próximo passo para a elaboração do plano estratégico de marketing proposto nesta tese deverá ser 

na construção do orçamento contemplando as práticas de precificação bem como a consolidação das 

outras variáveis do composto de marketing tais como produto, comunicação, canais de distribuição e 

força de vendas. 

Fontes: 

- Artigo do Professor Marcos Fava Neves 

- Livro Administração de Marketing, por Philip Kotler